governo dos EUA processo para dividir o Google

Governo dos EUA processo para dividir o Google é renovado

Governo dos EUA Retoma Caso Antitruste contra Google

A partir da próxima segunda-feira, o governo dos Estados Unidos terá uma nova chance de convencer um juiz federal a dividir o Google, após uma decisão anterior que manteve a empresa intacta, apesar de reconhecê-la como monopolista.

Os advogados de Google e do Departamento de Justiça (DOJ) retornam a um tribunal federal em Alexandria, na Virgínia, para um julgamento que deve durar cerca de duas semanas. O foco será como restaurar a concorrência nos mercados de tecnologia publicitária que, segundo o DOJ, o Google monopolizou ilegalmente. A nova audiência ocorre algumas semanas após o juiz do tribunal de distrito de DC, Amit Mehta, ter emitido um julgamento histórico declarado o Google como um monopólio no setor de buscas online.

Expectativas do Departamento de Justiça

Mehta propôs algumas medidas para restaurar a competição no mercado de buscas, mas suas determinações não atenderam a todas as solicitações do governo. Elas incluíram a recusa de vendas do navegador Chrome e a permissão para que o Google continuasse pagando pela distribuição em celulares e navegadores.

O juiz do distrito leste da Virgínia, Leonie Brinkema, que também identificou o Google como monopolista em duas áreas de tecnologia publicitária, não está necessariamente atada à decisão de Mehta. Contudo, há motivos para acreditar que o DOJ possa obter um resultado diferente nesta nova ação no campo publicitário.

O governo está pedindo a Brinkema para forçar o Google a vender sua plataforma AdX, que facilita transações digitais de anúncios exibidos em muitos sites. Durante o processo, Brinkema reconheceu que a empresa vinculou ilegalmente o AdX ao servidor de anúncios da editora, DoubleClick for Publishers (DFP), utilizado para a venda de espaço publicitário. Esse contexto dá margem para que uma separação entre os produtos seja considerada viável.

Propostas de Google e Ações Futuras

Além de exigir a venda do AdX, o DOJ pretende que o Google abra o código da lógica de leilão do DFP e, caso isso não restaure a competição, que tenha a opção de obrigar a venda desse produto também.

Por outro lado, o Google argumenta que as questões levantadas por Brinkema podem ser resolvidas com pequenas mudanças no comportamento da empresa. Eles consideram que as propostas do DOJ visam desfazer aquisições que não foram consideradas anticompetitivas.

A gigante da tecnologia sugere permitir que servidores de anúncios de terceiros possam acessar ofertas em tempo real no AdX, algo que o DOJ alega que só é oferecido ao DFP, prejudicando concorrentes e forçando os editores a usar plataformas Google. Além disso, o Google promete facilitar a exportação de dados pelos editores e eliminar restrições sobre como os anunciantes podem definir os preços de seus espaços publicitários.

Próximos Passos e Consequências

Como em todo processo antitruste, ainda há um longo caminho pela frente. O Google deve aguardar uma decisão sobre as medidas antes de apelar da constatação de monopólio, o que significa que mesmo se Brinkema ordenar a divisão da empresa, pode levar anos até que isso entre em vigor. Contudo, a disposição da juíza determinará muito sobre a disposição do sistema de justiça em desmantelar grandes empresas de tecnologia.
 
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