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Novidades do Metaverso: O Lançamento do Otherside
Explorando um Novo Mundo Virtual
A noite cai e os sons de insetos ecoam ao meu redor enquanto caminho por um grande pântano virtual. Busco o som envolvente de um bass potente à distância. O cenário é quase deserto, com algumas árvores e outros jogadores, mas o que realmente me atrai é uma grande construção de madeira iluminada que se ergue no horizonte.
Quando finalmente chego ao local, é impossível não ficar impressionado: há, ali, o famoso clube do Bored Ape Yacht Club (BAYC). Entretanto, ao tentar entrar, percebo que as portas permanecem fechadas. Mesmo com as luzes acesas, não consigo acessar o interior. É uma experiência frustrante.
Esses foram os meus primeiros passos no mundo virtual inspirado pelos icônicos macacos de cartoon que simbolizaram a febre dos NFTs. Embora o hype em torno dos NFTs tenha diminuído, a Yuga Labs, criadora do BAYC e de outros projetos, está prestes a dar um grande salto digital com o metaverso chamado Otherside.
Otherside: O Futuro do Metaverso
Otherside é um projeto aguardado há bastante tempo. A empresa anunciou sua intenção de criar esse universo virtual após arrecadar impressionantes 450 milhões de dólares em 2022. A ideia, segundo um dos cofundadores da BAYC, é construir um mundo virtual “interoperável”, “gamificado” e “descentralizado”. Após um longo período de silêncio, a Yuga Labs finalmente lançou uma versão alpha do jogo no início deste ano e anunciou que a estreia oficial ocorrerá no dia 12 de novembro durante o evento ApeFest, em Las Vegas.
“É um dos projetos mais ambiciosos já tentados nesse espaço, e finalmente está começando a ganhar forma”, afirma Michael Figge, diretor de produto da Yuga Labs.
A ideia básica do Otherside é algo semelhante ao que conhecemos de jogos como Roblox ou Fortnite, mas incorporando criptomoedas. Os usuários poderão usar NFTs como avatares para explorar mundos virtuais criados tanto pela Yuga Labs quanto por outros jogadores. O login será feito através de uma carteira de criptomoedas, mas não será obrigatório ter um NFT para participar; é possível entrar apenas com email tradicional.
Acessibilidade e Criação de Conteúdo
“Queremos garantir que a barreira de entrada para quem deseja experimentar Otherside seja muito baixa, pois, uma vez que a pessoa prova, ela se expõe ao conceito de possuir ativos digitais”, explica Figge.
O metaverso promete uma variedade de ativos digitais, como avatares NFTs e terrenos, além de uma moeda baseada em blockchain. A Yuga Labs espera construir um ecossistema de criadores que ofereça aos desenvolvedores uma proposta mais atraente do que outras plataformas metaversais, permitindo que esses ativos existam fora do mundo do Otherside e possam ser movidos para outros lugares no futuro.
No Otherside, os jogadores encontrarão várias experiências, incluindo uma grande central virtual chamada Nexus, uma experiência de shooter chamada Bathroom Blitz e um jogo de zumbis chamado Otherside Outbreak. Os usuários também poderão criar “Bubbles”, que funcionam como salas de áudio social, similares ao Clubhouse.
Avatares e Experiência de Jogo
Os avatares dentro do Otherside serão representações 3D de NFTs que os jogadores possuem. “Qualquer coleção de NFT pode submeter seus avatares para serem avaliados e usados no Otherside”, diz Figge. A Yuga Labs também introduzirá um novo sistema de criação de avatares chamado Voyager, que inicialmente contará com duas parcerias de avatares. Uma delas será uma coleção de 300 peças do artista digital Daniel Arsham e outra será em parceria com a Amazon, chamada Boximus.
Esses avatares terão um custo associado. “Pense nos viajantes como um ‘skin’ do universo dos jogos tradicionais”, afirma Figge, sem revelar detalhes de preços, mas garantindo que serão acessíveis. Além disso, como são ativos baseados em blockchain, os jogadores poderão revender os avatares que possuírem.
Recentemente, pude explorar a área chamada The Swamp. Essa parte do Otherside se assemelha mais a um grande chat social em 3D, com poucos jogos além de explorar e interagir com outros visitantes. Embora eu esteja ciente de que um mundo virtual em pré-lançamento não deve ser julgado de forma severa, a experiência me lembrou de outras interações vazias em metaversos como o Horizon Worlds do Meta.
Considerações Finais
Enquanto caminhei por The Swamp, percebi que havia pouco para fazer, exceto vagar ao redor da sede do clube que não pude entrar. Um trem passou e, inesperadamente, fui arremessado em direção a ele, mas não consegui alcançá-lo.
Ainda que exista potencial para que Otherside se torne algo mais interessante, como se viu com Fortnite, Roblox e Minecraft, minha expectativa para o que vi até agora é cautelosa. Resta saber se o Otherside conseguirá atrair o público como outras grandes plataformas.
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